A Fonoaudiologia entrou na minha vida ainda na infância. Acompanhar o tratamento fonoaudiológico do meu irmão me mostrou, muito cedo, o impacto que essa profissão pode ter na vida de uma família. Foi ali que decidi que esse também seria o meu caminho.
Anos depois, a maternidade transformou completamente a minha forma de enxergar a profissão. Ao enfrentar as dificuldades da amamentação com a minha filha, percebi que muitas mães saíam dos atendimentos sem respostas claras. Não por falta de dedicação dos profissionais, mas porque, muitas vezes, a avaliação se concentrava apenas em partes do problema, e não no bebê como um todo.
Essa experiência despertou em mim uma busca profunda por conhecimento. Estudei, questionei, refinei minha prática clínica e desenvolvi uma forma de avaliar que conecta anatomia, função, amamentação, postura, sucção e desenvolvimento. Passei a entender que uma decisão clínica segura depende, antes de tudo, de um raciocínio bem construído.
Hoje, depois de mais de 22 anos de atuação, milhares de bebês atendidos e mais de 2.500 fonoaudiólogas capacitadas, sigo movida pelo mesmo propósito: ensinar profissionais a enxergar o bebê por inteiro.